Reflexos da aprovação da Previdência no mercado imobiliário

Reflexos da aprovação da Previdência no mercado imobiliário

Em fevereiro de 2019, o governo Bolsonaro apresentou ao Congresso Nacional, uma proposta para a Reforma da Previdência por meio de uma emenda no texto da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 287/16 (apresentada no governo Temer).

A proposta gerou e ainda tem gerado muitos debates a respeito do assunto. Alguns defendem que ela é positiva e alavancaria a economia brasileira, enquanto outros acreditam que a reforma não é tão boa quanto parece. Mas, em relação ao mercado imobiliário, de que forma a Nova Previdência afetaria o setor?

Antes de explicar de qual maneira a Reforma afeta o mercado imobiliário, vamos citar os principais pontos da proposta. Modificação da idade mínima de contribuição, unificação da idade mínima para aposentadorias de servidores públicos e privados, mudanças no tempo de exercício dos militares e de contribuição dos políticos são alguns dos pontos da proposta.

Expectativas para 2019

Estimativas da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC) indicam um crescimento 10% a 15% nas vendas e lançamentos residenciais no país. Mas, segundo presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, essa expectativa de melhora do mercado imobiliário leva em consideração algumas reformas estruturais do Brasil, sendo uma delas, a Reforma da Previdência. Assim sendo, para o mercado alavancar, a nova previdência precisa ser aprovada.

Mercado imobiliário, juros e previdência

Em um artigo publicado no Jornal Opinião, a advogada e especialista em Economia da Construção Civil, Daniele Akamine destaca que para o mercado imobiliário, a Reforma da Previdência é fundamental para recuperar a indústria da construção civil no país.

No texto, Akamine fala que as incorporadoras acreditam que a economia gerada pelas mudanças na aposentadoria podem afetar a maneira como os bancos cobram os juros na concessão de crédito para compra de imóvel. Portanto, com taxa menores, mais pessoas podem financiar a casa própria.

A lógica é simples, os gastos com aposentadorias no país são maiores do que a capacidade de investir, e os gastos com a previdência estão atrelados ao bancos, comenta Eduardo Machado Silva Filho. Mas, como assim?

Para facilitar ainda mais o entendimento, é fato que o número de aposentados na população está crescendo, mas há uma quantidade significativa de jovens que não trabalham em regime CLT (carteira assinada), e dessa forma a contribuição dos mesmos com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) não garantem a saúde da previdência. Somente em 2018, o déficit previdenciário (entre janeiro e novembro) chegou a cerca de R$ 186 bilhões, segundo dados da Secretaria da Previdência.

E para arcar com o prejuízo, o país precisa recorrer a outras fontes, uma vez que não pode imprimir moedas ou aumentar os impostos, pois isso acarretaria no aumento da inflação. Uma das maneiras encontradas foi pedir empréstimos, o que eleva ou mantém os juros no país.

Os juros, por sua vez, afetam quem pretende comprar um imóvel, pois as taxas são elevadas. Ainda segundo Daniele, a Reforma resultaria em governo pegando menos dinheiro com bancos, o que reduziria os juros de financiamento. E com a redução dos juros, mais pessoas financiaram a casa própria.

Para alguns empresários do ramo, as mudanças são benéficas no que se refere ao financiamento residencial, para outros elas afetarão o setor de imóveis corporativos. E tem também, aqueles que acreditam que todos sairiam ganhando. Mas, algo é comum ao representantes desse setor, com a reforma, a economia brasileira iria alavancar. E para você, após ler este texto, a Reforma da Previdência facilitaria o sonho da casa própria? Deixe abaixo nos comentários sua opinião sobre o assunto.

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